Educação Infantil

Afogamentos estão entre principais causas de mortes de crianças: entenda os riscos

ResumoAfogamentos estão entre as principais causas de mortes de crianças no Brasil. Em 2023, 1.152 crianças de 0 a 14 anos morreram afogadas, segundo o Ministério da Saúde. Fatores de risco incluem falta de supervisão em piscinas, praias e banheiras. Medidas de prevenção baseadas em evidências envolvem barreiras físicas, aulas de natação e vigilância constante de adultos.

Afogamentos estão entre principais causas de mortes de crianças no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, em 2023, 1.152 crianças de 0 a 14 anos morreram afogadas. Entenda os fatores de risco e as medidas de prevenção baseadas em evidências.

Profa. Marivalda Setúbal Crispim
por Profa. Marivalda Setúbal CrispimPedagoga e especialista em alfabetização · 13 de julho de 2026
4 min de leitura
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Quando entrei na sala dos pequenos na segunda-feira, a mãe do João estava visivelmente assustada. "Professora, ele quase se afogou na piscina do clube." A cena me trouxe à memória os números que li no último relatório do Ministério da Saúde. Afogamentos estão entre principais causas de mortes de crianças no Brasil e, a cada ano, centenas de famílias vivem esse trauma.

Afogamentos estão entre principais causas de mortes de crianças no Brasil. Em 2023, 1.152 crianças de 0 a 14 anos morreram por afogamento, segundo o Ministério da Saúde. A faixa mais vulnerável é de 1 a 4 anos, com 45% dos óbitos. A prevenção exige supervisão constante, barreiras físicas em piscinas e ensino de natação a partir dos 4 anos.

Por que as crianças se afogam com tanta frequência?

Crianças pequenas não têm coordenação motora para se manter na superfície. Em menos de 30 segundos, uma criança submersa pode perder a consciência. O afogamento é silencioso, sem gritos, sem braços erguidos. Quem já viu uma cena dessas sabe: o silêncio é o pior sinal.

A maioria dos afogamentos infantis acontece em piscinas domésticas, baldes, tanques e até mesmo em banheiras. Dados do Ministério da Saúde indicam que 70% dos casos em crianças de 1 a 4 anos ocorrem em casa.

Fatores de risco que todo adulto precisa conhecer

Conhecer os fatores de risco é o primeiro passo para prevenir. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os principais são:

  • Falta de supervisão direta: deixar a criança sozinha na água, mesmo por segundos
  • Ausência de barreiras: piscinas sem cerca ou com portão destravado
  • Idade: crianças de 1 a 4 anos são as mais vulneráveis (45% dos óbitos)
  • Horário: a maioria dos acidentes ocorre entre 14h e 18h, quando os adultos se distraem
  • Álcool: adultos sob efeito de álcool tendem a subestimar riscos

"A supervisão constante e atenta de um adulto é a medida mais eficaz para prevenir afogamentos em crianças pequenas" (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2023)

Como prevenir afogamentos na prática

Supervisão ativa

Não basta estar perto. É preciso olhar diretamente para a criança na água. Nada de celular, conversa paralela ou cochilo. A regra é: toque, olhe, fale. Se for preciso sair, leve a criança junto.

Barreiras físicas

Piscinas devem ter cerca de pelo menos 1,20 m de altura, com portão que fecha sozinho e tranca. Baldes e tanques devem ser esvaziados após o uso. Em casa, mantenha a tampa do vaso sanitário fechada.

Ensino de natação

A partir dos 4 anos, aulas de natação reduzem o risco de afogamento. Mas atenção: mesmo crianças que sabem nadar precisam de supervisão. Nenhuma aula substitui o olhar de um adulto.

Equipamentos de segurança

Coletes salva-vidas aprovados pela Marinha são recomendados para crianças em praias, lagos e rios. Boias de braço não são seguras, podem virar ou furar.

O que fazer em caso de afogamento?

Se encontrar uma criança submersa, aja rápido:

  1. Retire a criança da água imediatamente
  2. Verifique se ela está consciente e respirando
  3. Se não respirar, inicie a respiração boca a boca e massagem cardíaca
  4. Chame o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193)
  5. Não perca tempo tentando expelir água dos pulmões, o foco é ventilar

O Ministério da Saúde recomenda que todos os pais e cuidadores façam um curso básico de primeiros socorros.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa de afogamento infantil?

A principal causa é a falta de supervisão de um adulto. Em 70% dos casos em crianças de 1 a 4 anos, o acidente ocorre em casa, segundo o Ministério da Saúde.

Crianças que sabem nadar podem se afogar?

Sim. Saber nadar reduz o risco, mas não elimina. Crianças podem se cansar, entrar em pânico ou sofrer um mal súbito na água.

Como escolher um colete salva-vidas infantil?

O colete deve ter certificação da Marinha do Brasil, ser do tamanho adequado ao peso da criança e ter faixas refletivas. Boias de braço não são recomendadas.

O que fazer se a criança engolir muita água?

Se ela estiver consciente e tossindo, mantenha-a em observação. Se houver sonolência, dificuldade para respirar ou tosse persistente, procure um médico imediatamente.

Piscinas infláveis são seguras?

Não. Elas são instáveis e podem virar. Se for usar, esvazie completamente após o uso e nunca deixe a criança sozinha.

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Profa. Marivalda Setúbal Crispim

Profa. Marivalda Setúbal Crispim

Pedagoga e especialista em alfabetização

30 anos de sala de aula no fundamental, hoje forma professores em letramento.

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