# Aulas suspensas no DF nas sextas antes das eleições

> O Governo do Distrito Federal suspendeu as aulas nas redes pública e privada do DF nas duas sextas-feiras que antecedem os turnos das eleições. A medida vale para as sextas anteriores ao primeiro e ao segundo turno, com regras de reposição definidas pelas escolas.

*Leitura Alimenta · Ensino Superior · 11 de setembro de 2026 · Edmundo Pacífico Sobral*

O GDF suspendeu as aulas nas redes pública e privada do Distrito Federal nas duas sextas-feiras que antecedem os turnos das eleições. Veja as datas, as regras de reposição e como manter a rotina de estudos em casa.

O governo do Distrito Federal decidiu suspender as aulas nas redes de ensino público e privada nas duas sextas-feiras que antecedem o primeiro e o segundo turno das eleições deste ano. Na prática, não haverá aulas nos dias 2 de outubro e 23 de outubro. Se não houver segundo turno, a medida será cancelada no dia 23 de outubro, e a data volta a ser dia letivo. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial.

A suspensão atinge escolas públicas e privadas. A reposição de horas-aula na rede pública deve seguir as diretrizes da Secretaria de Estado de Educação. Nas instituições privadas, a decisão fica a critério de cada instituição de ensino. Quem administra escolas que funcionam como zonas eleitorais mantém o expediente: esses responsáveis devem se apresentar nas unidades a partir das 7h para receber as urnas eletrônicas distribuídas pela Justiça Eleitoral.

Para as famílias, a pausa cai bem no meio da reta final do ano letivo. Em vez de tratar as duas sextas como feriado solto, vale transformá-las em dias de estudo leve, sem a pressão da aula cronometrada. Quem lê com atenção já está aprendendo a escrever, e uma sexta livre é um bom momento para isso acontecer sem relógio.

Sugiro um roteiro simples para essas datas. Primeiro, retomar o que ficou pendente na semana: releia o caderno e anote três dúvidas. Depois, escrever à mão um resumo curto do que foi estudado, em dez minutos, sem consultar. Por último, ler um texto que a criança escolha, não o que o professor indicou, e contar em voz alta o que entendeu.

Toda criança chega com uma história engasgada. Duas sextas sem aula podem render mais do que conteúdo novo: rendem vontade de contar. Se a escola pública reorganizar o calendário pela Secretaria de Educação e a privada decidir por conta própria, o combinado em casa é o que sustenta a rotina. Anote as datas no calendário da família e proponha a leitura em voz alta já nesta semana.

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