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SBPC promove Dia da Família na Ciência neste sábado na UFF

ResumoA 78ª Reunião Anual da SBPC encerra neste sábado (1º) com o Dia da Família na Ciência, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói. A programação gratuita ocorre das 8h às 16h, com atividades voltadas a todas as idades. O evento integra a agenda científica da SBPC, promovendo aproximação entre público e pesquisa.

O último dia da 78ª Reunião Anual da SBPC, neste sábado (1º), será dedicado ao Dia da Família na Ciência, na UFF, em Niterói. Programação gratuita das 8h às 16h.

Cleusa Marin Dahmer
por Cleusa Marin DahmerFonoaudióloga educacional e especialista em dislexia · 05 de agosto de 2026
4 min de leitura
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SBPC promove Dia da Família na Ciência neste sábado na UFF

O último dia da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) será dedicado ao Dia da Família na Ciência. O evento acontece neste sábado (1º), das 8h às 16h, no Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Crianças, jovens e adultos estão convidados a participar de uma programação gratuita nas tendas da SBPC Jovem e da ExpoT&C, com experiências científicas, demonstrações, oficinas e atividades voltadas à popularização da ciência.

O que esperar do Dia da Família na Ciência

Quem for ao campus poderá conhecer experimentos e tecnologias desenvolvidas por instituições de ensino e pesquisa de todo o país. Também haverá a oportunidade de conversar com cientistas e participar de atividades que mostram, de forma prática e acessível, como a ciência está presente no cotidiano e contribui para o desenvolvimento da sociedade.

A programação de encerramento inclui ainda a cerimônia de entrega do Prêmio Leonard Rieser para jovens cientistas, seguida de conferência da historiadora Camila Perochena, em formato virtual.

Como a ciência chega às famílias

Não é preciso ser pesquisador para se encantar com o que a ciência produz. A proposta do Dia da Família na Ciência é justamente aproximar o público leigo do trabalho de quem pesquisa. Em vez de palestras distantes, o evento aposta em experimentos que as próprias crianças podem tocar, em demonstrações que explicam fenômenos do dia a dia e em oficinas que transformam perguntas em descobertas.

Para pais e professores, a visita funciona como um laboratório aberto: dá para observar como os cientistas comunicam suas ideias e como o conhecimento técnico pode ser traduzido para uma linguagem acessível. Essa é uma chance rara de ver a ciência sendo feita, não apenas de ouvir falar sobre ela.

O retorno da SBPC ao Rio depois de 32 anos

A 78ª Reunião Anual da SBPC foi aberta no dia 28 de julho, reunindo pesquisadores, estudantes, gestores públicos e instituições de todo o país em uma programação com mais de 700 atividades científicas e culturais. O tema desta edição foi "Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão".

Em parceria com a UFF e a Prefeitura de Niterói, a reunião marcou o retorno do evento ao estado do Rio de Janeiro depois de 32 anos. Esse dado por si só já chama atenção: uma geração inteira de fluminenses não viu a SBPC acontecer em casa. O retorno, portanto, tem sabor de reencontro, tanto para a comunidade científica quanto para o público local.

Por que levar as crianças a um evento de ciência

O contato direto com experimentos e cientistas costuma deixar marcas profundas. Uma criança que vê um experimento químico mudar de cor ou que monta um circuito simples pode levar essa memória para a vida adulta. Não se trata de transformar todo mundo em cientista, mas de mostrar que a ciência é feita por pessoas comuns, com curiosidade e método.

Para os educadores, a visita oferece material concreto para levar para a sala de aula. Não é raro que professores saiam de eventos como esse com novas ideias de atividades práticas, adaptáveis à realidade de cada escola. A popularização da ciência, nesse sentido, não é um fim em si mesma, mas um ponto de partida.

Um olhar cético: o que falta para a popularização avançar

Ainda que a iniciativa seja louvável, vale perguntar: eventos pontuais são suficientes para criar uma cultura científica duradoura? A resposta honesta é não. Um dia de atividades, por mais bem organizado que seja, não substitui políticas contínuas de divulgação científica nas escolas e nos espaços públicos.

O que o Dia da Família na Ciência faz bem é plantar sementes. Mas a colheita depende de um terreno mais amplo, que inclua investimento em educação, valorização de professores e acesso a museus e centros de ciência durante todo o ano. A SBPC, ao trazer o evento para Niterói, ajuda a reduzir uma lacuna histórica, mas o desafio de manter a chama acesa continua.

Informações práticas para quem vai participar

  • Data: sábado, 1º de agosto
  • Horário: das 8h às 16h
  • Local: Campus Gragoatá da UFF, Niterói (RJ)
  • Atividades: tendas da SBPC Jovem e da ExpoT&C, com experimentos, demonstrações, oficinas e bate-papo com cientistas
  • Premiação: cerimônia do Prêmio Leonard Rieser para jovens cientistas
  • Conferência: historiadora Camila Perochena, em formato virtual

A entrada é gratuita e aberta a todas as idades. Para quem chega de outras cidades da Região Metropolitana, Niterói é de fácil acesso por barcas, ônibus ou carro.

Perguntas Frequentes

O Dia da Família na Ciência é gratuito?

Sim, a programação é gratuita, com atividades nas tendas da SBPC Jovem e da ExpoT&C, das 8h às 16h.

Onde acontece o evento?

No Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Quem pode participar?

Crianças, jovens e adultos. Não é preciso ter vínculo com a universidade ou com a SBPC.

O que é o Prêmio Leonard Rieser?

É uma premiação destinada a jovens cientistas, entregue durante a cerimônia de encerramento da Reunião Anual da SBPC.

A conferência de Camila Perochena será presencial?

Não, a conferência da historiadora será em formato virtual, após a cerimônia de premiação.

o que é a SBPC e como funciona divulgação científica nas escolas

Cleusa Marin Dahmer

Cleusa Marin Dahmer

Fonoaudióloga educacional e especialista em dislexia

Atua na interseção entre leitura e desenvolvimento; explica dificuldades de aprendizagem.

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